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terça-feira, 7 de julho de 2015

Imaculado Coração de Maria

Imaculado Coração de Maria,
sede nosso amparo,
sede nossa salvação.
Ouvi-nos no Vosso silêncio,
Acolhei-nos na Vossa doçura,
Coração da Mãe de Deus,
Sempre-Virgem, sempre-pura.

Guardai-nos em Vosso recato,
Escondei-nos em Vosso véu,
Abrasai-nos em vosso Amor,
Envolvei-nos, ó Ternura.

Por Vós se nos derramem as graças
E as misericórdias de Deus
Para alcançarmos o céu.

Ó Coração Imaculado,
Pelo méritos do Bom Jesus
Hauridos com Amor, fiat e cruz,
Obtende-nos esta sina,
De convosco no céu estar,
E  incontidos, inflamados,
Cantar incessantemente
Por toda a  eternidade
O esplendor da glória Divina!

Coração Imaculado de Maria,
Nosso farol, nossa luz
Iluminai nosso caminho,
Conduzi-nos a Jesus!

Amém.

(Escrito em 13/06/2015, Festa do Imaculado Coração de Maria)

domingo, 30 de novembro de 2014

Para o Ano Novo que se inicia

Para o Ano Novo
que se inicia
neste Advento

Santo Ano Novo!
O Natal já advém. 
Seja cada coração 
Santa gruta de Belém.

Santo Ano Novo 
Para a maior glória a Deus, 
Tempo de vida eterna, 
(Façamo-lo) 
Caminho para ir ao Céu.
Santo Ano Novo 
De dias de chuva ou sol, 
Aconchego ou noite fria,
Dissabores e confortos,
Que nada nos seja estorvo
.
Corações postos no Alto,
Os pés calcando os campos.
Ao som de cítaras e harpas, 
E de violas e banjos, 
Cantemos hosanas com os anjos 
Até que se perca a voz, 
Exultantes de alegria 
Ao saber que a cada dia 
O Salvador vem a nós!

Ano Novo é tomar a estrada 
Sem nunca andar sozinho 
Sabendo ler os sinais 
Que Deus pinta em Sua lida 
Na tela do universo 
feito a partir do nada.

Este riacho que canta,
Uma ave que chilreia,
Estrela-do-mar na areia, 
Os astros no infinito,
O vento que sopra forte
Ou sussurra em leve brisa,
O mar bravio ou em calma.

Um guaipeca dormindo
Na nossa porta de entrada,
O choro do pequenino,
A dor de quem agoniza,
O corpo fraco que morre,
A esperança que nos socorre,
O grito de nossa alma
Que anela por sua fonte
No anseio de ser nutrida,
São setas, trilhas, pontes...

O mundo da criação,
Sinfonia de beleza 
E, por permissão benfazeja,
Da Divina Perfeição,
Formidável chiaroscuro.
Essa escritura ilustrada
a ser bem interpretada
(Consultem os Testamentos
E a voz da Santa Igreja!)
É farol ao Porto Seguro...
...O berço do Senhor da Vida!

Haverá tesouros para entregar-Lhe
Ao fim da nossa jornada?

Ano Novo é espada, 
Bisturi, lâmina afiada 
- choro e sangue de inocentes - 
Dos soldados de Herodes, 
O falso adorador, 
Mentiroso e homicida 
Que finge prezar a Vida. 
Antanho invadiam casas, 
Hoje violam os ventres.

Ano Novo é caminhada, 
É fuga na madrugada, 
É evasão em segredo, 
Em silêncio, nem um ai!
Exílio em terras alheias. 
Infância, 
Na casa longe de casa. 
Confiar. Vencer o medo. 
Pátria aqui é sombra, arremedo. 
Aqui somos estrangeiros, 
Forasteiros, peregrinos. 
Outra é a nossa Pátria 
Outro é nosso destino. 
Nossa Casa é a do Pai.

Ano Novo é tempo santo. 
Estar pra Deus sempre pronto 
É amorosa obrigação 
Devida em cada momento. 
Ano Novo é louvação, 
É preceito e romaria, 
É perda, angústia, reencontro. 
É ocupar-se com o que é de Deus 
E guardar no coração 
O que escapa ao entendimento, 
Como fazia Maria.

Ano Novo é suor, cansaço, 
Trabalho de carpintaria 
E ganho em moeda parca. 
É fazer obra divina 
No anonimato, surdina, 
Sem vanglória e logomarca. 
(Quanto não valeria 
Uma mesa autografada 
Por São José, por Jesus; 
Um bordado em ponto cruz 
Das mãos da Virgem Maria?)

Ano Novo é Evangelho 
Ano Novo é precursão, 
É endireitar os caminhos, 
Arrependimento, conversão, 
Reparação, penitência, 
Batismo no rio Jordão...

Ano Novo é recolhimento, 
Deserto, ascese, oração. 
Vigiar, ficar desperto.
O sempre se faz agora! 
E aquele que é o Torto 
Se apresenta como o certo.

Pelas falsas riquezas do mundo, 
-- Que belo cheque-sem-fundo!-- 
Ou por um pedaço de pão, 
Há quem troque o Redentor
E jogue fora a Salvação.
E do Senhor não se sabe a hora.

Ano Novo é chamado, 
É humilde aprendizado. 
É festa, bodas, intercessão, 
É banquete aos convidados. 
Vistamos roupa de gala, 
Eis que o Cordeiro se imola 
E nós dá seu Corpo e Sangue 
E água do Seu costado 
Tanto é o amor à Sua Esposa!


Feliz Ano Novo 
De parábolas e sermões, 
Chicotes e expulsões, 
Ternura e acolhimento, 
Curas, conversões, 
Fé, incredulidade, 
Indiferença, discórdia, 
Covardias e traições, 
Amor e misericórdia. 
Bom trigo e, no meio, joio, 
Terra boa e pedregulho, 
Sementes, pássaros e abrolhos.

Quem tem ouvidos, entenda: 
A paz de Cristo é contenda, 
É combate, divisão. 
Não se espante o cristão 
Desse mundo de agruras, 
Cobiça, dor, amarguras, 
Tristezas e injustiças.

Do lavrador a missão 
De colono, desbravador, 
Não é encontrar a lavoura 
Já plantada, bem carpida, 
E a safra já colhida 
E recolhida ao celeiro, 
'que essa não é a sua vida.

Feliz Ano Novo 
De hosanas, calvário, paixão, 
Morte e ressurreição, 
'que não há felicidade sem dor 
E não há glória sem cruz...


Felicidade mesminha 
É só a felicidade eterna.
Feliz se é aqui na terra
Quando pela santidade 
Antecipa-se nesta vida
O contentamento infinito 
Do gozo da casa paterna.


Pois a escada da Cruz 
Começou lá com Adão. 
Escada que só descia, 
E sinal de maldição.

Do infinito Amor do Amor 
E, quem dizer poderia, 
Com o amoroso Sim 
Daquela santa guria 
Filha de Ana e Joaquim, 
Fez-se carne o Verbo, Jesus, 
Que com amoroso Sim
Completou o Sim de Maria: 
Da escada que só descia 
Inverteu a direção.

Do opróbrio fez Salvação. 
E a Cruz que Ele viveu, 
O Leito em que Ele morreu, 
Por sua Ressurreição 
Agora é escada pro Céu, 
Cidade Santa de Deus.

Santo Ano Novo!
Santo Natal!

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Oração





Deus, muito obrigado!
(Secreta)
...

Dai-nos a paz que nos acalma 
nos temores desta vida
E não permitais, Pai Santo,
que se perca nossa alma.

Alcançai-nos, Trindade Santa,
as graças que nos convêm
p'ra Vos amarmos sem medidas,
ó, Deus uno, Sumo Bem!

Amém!

Virgem Santa, Mãe de Deus,
de imaculada concepção,
ó, Lindíssima, zelai
pela nossa salvação.


São José, esposo casto, 
pai amoroso, protetor,
zeloso, trabalhador, 
não nos esquecei um só instante.
Com vossa oração, incessante,
socorrei-nos nas vicissitudes,
favorecei em nós as virtudes
de fidelidade e amor.

Santos Anjos, Santos Mártires,
Santos e Santas do céu,
a cantar a glória de Deus 
jamais cessa vossa voz.

Queremos também lugar
neste coro celestial
vencendo na vida o mal.
Amados, nós vos pedimos,
rogai, rogai, orai por nós.
Juntai vossas preces às daquela
Sempre Virgem, sempre bela,
em favor dos que se acrisolam
no fogo do amor divino,
e por nós todos, peregrinos.

Meu Santo Anjo de guarda,
a quem Deus me confiou,
ilumina com tua luz
os passos do meu caminho
p'ra que eu ande bem certinho
na estrada para o céu.

E se, com insídias e sedução, 
o mal me põe em perigo
ou só por minha fraqueza corro o risco de cair, 
alerta-me!
dá-me alento, socorro e proteção.
Não me deixes ao desabrigo.

Importuna-me com a verdade
quando me vierem a incerteza
e as dores da doce cruz.
Ajuda-me a alcançar
nesta vida a santidade...
...eu quero entrar no céu
e - suprema felicidade -
viver toda a eternidade
nos braços do bom Jesus.

(Secreta)
...

Cantem-se loas e glórias
ao Deus que era, que é e vem,
neste instante de agora
e pelos séculos sem fim.

Amém!

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Una oración por los ernestos

Ten piedad de los ernestos, Señor:
ellos no entienden porque Tu has honrado a María;
No entienden que María es Bienaventurada
no porque Te cargó en su vientre o Te amamentó en sus senos
pero porque hizo eso y todo más
para cumplir perfectamente la voluntad de Dios.
Hasta hoy los ernestos, Señor, echan
a nuestra cara y al santo rostro de María
que Tu Madre Te fue desprecible.
Para los ernestos, Señor, María fue
solamente una maceta desechable,
o un vientre de alquiler.

Los ernestos piensan que has perdido Tu tiempo
cuando fundaste Tu Iglesia;
¡que inutilidad la Iglesia¡
¿Para que una maestra? ¡bastarian unos escritores!
Tu, Verbo Divino, eres como una tela de un pintor moderno:
cada uno interprete La Palabra como la quiere
o como le sea más cómodo o conveniente.
Y fallaste, Señor, quizás mentiste, Señor,
cuando prometiste que las puertas del infierno
jamás prevalecerian contra Tu Santa Iglesia...

Los ernestos, Señor,
escondidos por detrás de sus anteojos
(que lástima que sus ojos no estean en Tu luz,
en la luz de Tu Iglesia)
son buenos chicos.
Son guapos, impulsivos, inflamantes, inteligentes.
Mira, Señor, como saben construir sofismas.

En tu Iglesia, Señor, sin los errores de la soberbia,
eses ernestos podrían ser nuevos pablos.

Ten piedad de los ernestos, Señor.
Y ten piedad de nosotros también
porque somos pecadores
y necesitamos siempre las enseñanzas
de Tu Santa Iglesia, Tu amada Esposa,
Nuestra Madre y Maestra.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

«De hoje em diante, me chamarão bem-aventurada todas as gerações»



Santo Aelredo de Rievaulx (1110-1167), monge cisterciense.
2º sermão para a Assunção, coll. de Durham, publicado por Evangelho Quotidiano
Se Santa Madalena, que foi pecadora e de quem o Senhor expulsou sete demônios, mereceu ser glorificada por Ele a ponto de o seu louvor permanecer na assembleia dos santos (Sl 149,1), quem poderá medir até que ponto «os justos se alegram e rejubilam, diante do Senhor exultam de alegria» (Sl 67,4) relativamente a Santa Maria, que não conheceu homem? (Lc 1,34) [...] Se o apóstolo São Pedro, que não só não foi capaz de velar uma hora com Cristo, mas chegou mesmo a renegá-l'O (Mt 26,40.70), obteve depois uma graça tal, que as chaves do reino dos céus lhe foram confiadas (Mt 16,19), de que elogios não foi Santa Maria digna, Ela que carregou no seu seio o rei dos anjos em pessoa, Aquele que os céus não podem conter? Se Saulo, que «respirava ameaças de morte contra os discípulos do Senhor» (At 9,1) [...], foi objeto de uma tal misericórdia [...] que foi arrebatado «até ao terceiro céu, ou no corpo ou fora dele» (2Cor 12,2), não é de surpreender que a Santa Mãe de Deus, que esteve sempre junto do seu Filho durante as Suas provações (Lc 22,28), tenha subido ao céu em corpo e alma, e tenha sido exaltada por coros de anjos.

Se há «alegria no céu por um só pecador que se arrepende» (Lc 15,7), quem dirá que louvor alegre e belo se elevará na presença de Deus sobre Santa Maria, que nunca pecou? [...] Se realmente aqueles que «outrora eram trevas» e se tornaram depois «luz diante do Senhor» (Ef 5,8) «resplandecerão como o sol no reino do seu Pai» (Mt 13,43), quem poderá narrar «o peso eterno de glória» (2Cor 4,17) de Santa Maria, que veio a este mundo «como a aurora, bela como a lua, brilhante como o sol» (Ct 6,10), e de quem nasceu «a luz verdadeira que, vindo ao mundo, a todo o homem ilumina» (Jo 1,9)? Aliás, dado que o Senhor disse: «Se alguém quer servir-Me, que Me siga e onde Eu estiver ali estará também o Meu servidor» (Jo 12,26), onde pensamos que está a Sua mãe, que O serviu com tanto empenho e constância? Se ela O seguiu e Lhe obedeceu até a morte, ninguém se surpreenderá de que agora, e mais do que ninguém, ela «siga o Cordeiro onde quer que Ele vá» (Ap 14,4).

terça-feira, 28 de setembro de 2010

E voltei...

No curso desses 30 anos em que vivi longe de Casa, não me senti suficientemente atraído para habitar nessas várias casas que me abriam portas de par em par. Nelas, invariavelmente as pessoas são recebidas com abraços, apertos de mão, e logo cercadas de atenção. Entrei em várias delas; em uma até me recostei na rede da varanda.

Tanto apelo, tanto afeto, tanto calor humano e entusiamo não eliminavam um desconforto que só aos poucos e ao fim eu fui percebendo de onde provinha. Vinha de algo de mais e algo de menos. De mais: indiferença, desprezo e agressões à Maria. De menos: havia abraços, música, entusiasmo, pregações vibrantes, pão e vinho, ou suco de uva...

Como eu poderia me sentir bem em lugares em que a mulher honrada e glorificada por Deus era agredida e desprezada? Sou roto, esfarrapado, sujo, mas ainda assim o que eu quero é ser agradável a Deus. E quem sou eu, então, para negar honra a quem Deus quis honrar?

E como poderia eu trocar o Corpo e Sangue, Alma e Divindade do meu Senhor por suco de uva e um pedaço de pão?

Soube então que era meu dever voltar.