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segunda-feira, 9 de junho de 2014

Orações que necessitam de coragem para serem rezadas - VI

Ato de amor perfeito

Sim, meu Deus, e meu soberano Senhor!

Unicamente em vista da vossa glória e do vosso amor,
desejo despir-me inteiramente de mim mesmo e da minha vontade própria,
e submetê-la sem reserva à vossa
para cumprir todos os desígnios da vossa Providência para comigo

Com esta intenção, meu Deus!
submeto-vos todos os desejos do meu coração reduzindo-os a um só:
o de vos obedecer e amar em tudo.

Atribuirei à vossa divina Providência todos os acidentes desta vida,
e todos os acontecimentos, quer bons, quer maus, que me sobrevierem,
desde que forem marcados com o selo da vossa vontade adorável.

Eu vos bendirei e renderei ações de graças
pela perda dos meus bens e de tudo o que me pertencer; 
por todos os ultrajes, injúrias e calúnias que sofrer;
pelos incômodos e dores do corpo;
pelas penas e amarguras do espírito e do coração.

Receberei tudo da vossa mão e pelo vosso divino amor,
persuadido de que um Pai infinitamente bom,
quando prova os seus filhos é para os salvar.

Disponde pois de mim como soberano Senhor de tudo, 
por meio da prosperidade ou da adversidade, 
pela saúde ou pela doença,
 pela vida ou pela morte,
no tempo e na eternidade.

Amém.

(Ato de amor perfeito pela aceitação geral de todas as cruzes, in  A alma no Calvário, de Pe. Braudand, SJ, edição fac-símile pela Cultor de Livros da edição portuguesa da Editora Viúva de José Frutuoso Fonseca. Porto, 1934, p.380-381)

***
Se eu recuar, buscai-me.
Se eu vacilar, sustentai-me.
Se eu sentir temor, dai-me coragem.
Se eu cair, levantai-me, Senhor!
Tomai-me pela mão e conduzi-me.
Não solteis minha mão, Senhor! Eu me perderia…
Guardai-me, Senhor. Sou Vosso e quero ser Vosso eternamente!







quarta-feira, 18 de maio de 2011

Non mea voluntas

Quantas vezes caímos no erro de assumir nossas próprias vontades como a vontade de Deus... E, se e quando assim o fazemos, tornando-nos profetas de nós mesmos, não somos senão falsos profetas, profetas da dispersão e da divisão.

O católico, como verdadeiro cristão, deve antes, seguindo o supremo exemplo de Cristo -- Non mea voluntas sed tua fiat (Lc. 22, 42): Faça-se não a minha vontade, mas a Tua -- aniquilar sua vontade humana para fazê-la, integralmente submissa, convergir  à vontade de Deus. É o fiat voluntas tua: o faça-se a Vossa vontade, nos Pai-nossos que rezamos.

Corrija-nos Deus da vaidade e das ciladas das nossas vontades.