sábado, 3 de março de 2012

Insights de um tardo de entendimento

Era 1998. Sábado, já anoitecendo. Eu ia de São Leopoldo a Pelotas. No dia anterior, uma kombi pick-up, ao trocar de pista na av. João Correa,  acertara a porta direita do meu Uno, fazendo com que a roda dianteira esquerda do meu carro desse algumas voltas atritando-se diretamente com o meio-fio.

Sem dar muita atenção ao sucedido, naquele sábado eu fazia o meu caminho rodando a cerca de 130 km/h. Fiz uma parada no Paradouro Grill para um café. Caía já a noite e começou uma chuva fina. Por conta disso, diminuí a velocidade.  O que não impediu, próximo ao Posto Coqueiro,  que meu carro desse um giro de quase 360 graus para a esquerda sobre a o pista molhada e,  saindo de ré à direita, descesse o barranco até a metade, onde ficou retido por um projeto de árvore.


Dei de mão na maleta do meu notebook e subi o barranco rapidamente, produzindo aí minha única escoriação: um pequeno corte no dedo por uma folha afiada de capim de alguma das touceiras em que me agarrei para escalar a ladeira mais rapidamente.

Depois que o resto da minha bagagem foi resgatada com a ajuda do sargento do posto de polícia local, de tratar com a polícia rodoviária federal, com a assistência da seguradora e avisar em casa, só me restava pernoitar no modesto e antigo hotel que havia junto ao posto - atualmente, há um hotel novo no local: o velho foi demolido.


Não obstante a vida moralmente confusa que eu levava, abri meu notebook para rezar uma oração que eu mantinha estampada na área de trabalho.

Entre agradecimentos a Deus e porquês - por que comigo? por que agora? - a sensação de que Deus queria algo de mim. Era o segundo acidente automobilístico sério, fora outros evitados no limite, e eu estava vivo, com apenas um pequeno e simples corte num dedo. No primeiro, falecera meu pai a caminho dos sacramentos da confissão e da eucaristia, e eu, ainda criança, só tive um pequeno arranhão na testa e um botão do paletó arrancado.

Que queres de mim, meu Deus? Que queres de mim, meu Deus?  Durante esses anos todos,  na atrapalhação das minhas escolhas ou na paz de espírito, essa indagação assomou muitas vezes ao meu pensamento. Hoje, ao entrar em casa após retornar da Confissão, lembrei-me  gratuitamente do episódio do acidente e da pergunta tantas vezes recorrente: Que queres de mim, meu Deus? Só então pareceu-me ouvi-lo: Te quero, meu filho!

Enviado do tablet

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Por que nos calamos?

O Santo Padre enfrenta dura batalha para conduzir a Barca de Pedro, com sabedoria, firmeza e caridade, enfrentando tantas desobediências e rebeldias, além dos ataques externos,
e nos calamos;
Bispos e Sacerdotes e leigos são escarnecidos por sua fidelidade à fé católica,
e nos calamos;
Bispos, padres e líderes leigos afrontam arrogantemente o Magistério da Igreja,
e nos calamos
Os cristãos são perseguidos no Iraque, no Egito, em Miamar, na China, e pelo mundo afora,
e nos calamos;
Nos Estados Unidos, o governo Obama obriga instituições religiosas católicas a agir contra o que ensina a Santa Igreja,
e nos calamos;
No Reino Unido, casais cristãos são recusados como adotantes, porque se negam a ensinar a ideologia gay e a tolerância ao pecado,
e nos calamos;
O episcopado uruguaio e chileno combate numa luta desigual as leis a favor do aborto e contra a família,
e nos calamos;
Os abortistas tomam, posição a posição, o Estado brasileiro, proclamando que bebês são doença, e nos calamos.
As santas almas do purgatório esperam ansiosamente por nossas orações,
e nos calamos;
A Igreja, pelo mundo todo, sofre o martírio de sangue, de calúnia e do deboche,
e nos calamos;
E a respeito do quanto mais nos calamos?
Miram nossas Orações dos fiéis, em cada Santa Missa,  nosso próprio umbigo ? - como se fôssemos apenas a igreja do nosso bairro ou da nossa cidade.
Somos católicos! Somos a Igreja aqui e em todo o mundo!
Somos ou não somos a Comunhão dos Santos?

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Os filhotes da serpente


O vídeo é longo. Uma hora e três minutos. Embora de 1983, o teor é atualíssimo! Em uma aula de como destruir e dominar uma nação minando os seus valores tradicionais, a palestra do ex-agente da KGB Yuri Bezmenov é uma explicação para a atualidade de como a União Soviética espalhou a ideologia comunista pelo mundo. Vale a pena vê-lo na integralidade.

O fim do império soviético e a emblemática queda do muro de Berlim teriam sido apenas uma nova etapa do comunismo mundial – como o rompimento da casca do ovo do mal – que incrementa a sua ação de espalhar o conflitismo, o relativismo, o hedonismo, a quebra dos valores tradicionais e infiltrar seus agentes no mais vasto leque de instituições sociais?

Assististe o vídeo? A marxista teologia da libertação, os indignados de la Puerta del Sol, the occupy movement, os baderneiros da USP etc, isto agora te diz alguma coisa?

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Dos comentários da Bíblia de Navarra - I

"«Deus tira-nos das trevas da nossa ignorância, do nosso caminho incerto entre os acontecimentos da história e chama-nos com voz forte, como um dia o fez com Pedro e André» (Cristo que passa, nº 45).

«Diálogo divino e humano, que transformou a vida de João e de André, de Pedro, de Tiago e de tantos outros; que preparou os seus corações para escutarem a palavra imperiosa que Jesus lhes dirigiu junto ao mar da Galileia» (Cristo que passa,  nº 108).

São de salientar as palavras com que a Sagrada Escritura descreve a entrega imediata dos apóstolos. Pedro e André deixaram imediatamente as redes e seguiram-No. Do mesmo modo, Tiago e João deixaram imediatamente a barca e o pai e seguiram-No. Deus passa e chama. Se não se Lhe responde imediatamente, Ele pode continuar Seu caminho e nós podemos perdê-Lo de vista. A passagem de Deus pode ser rápida; seria triste que ficássemos para trás, por querermos segui-Lo levando conosco muitas coisas que não serão senão peso e estorvo."  (Biblia Sagrada - Santos Evangelhos, Anotada pela Faculdade de Teologia da Universidade de Navarra - Ed. Theologica, Braga, 1994, p. 150-151).

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Sobre família e apostolado, do Decreto Apostolicam Actuositatem

(...) 

11. (...) Os esposos cristãos são cooperadores da graça e testemunhas da fé um para com o outro, para com os filhos e demais familiares. Eles são os primeiros que anunciam aos filhos a fé e os educam. Formam-nos, pela palavra e pelo exemplo, para a vida cristã e apostólica. Ajudam-nos com prudência a escolher a sua vocação e fomentam com todo o cuidado a vocação de consagração porventura neles descoberta.
(...)

     Foi a própria família que recebeu de Deus a missão de ser a primeira célula vital da sociedade. Cumprirá essa missão se se mostrar, pela piedade mútua dos seus membros e pela oração feita a Deus em comum, como que o santuário doméstico da Igreja; se toda a família se inserir no culto litúrgico da Igreja e, finalmente, se a família exercer uma hospitalidade actuante e promover a justiça e outras boas obras em serviço de todos os irmãos quê sofrem necessidade. Podem enumerar-se, entre as várias obras de apostolado familiar, as seguintes: adotar por filhos crianças abandonadas, receber com benevolência estrangeiros, coadjuvar no regime das escolas, auxiliar os adolescentes com conselhos e meios materiais, ajudar os noivos a prepararem-se melhor para o matrimônio, colaborar na catequese, auxiliar os esposos e as famílias que se encontram em crise material ou moral, proporcionar aos velhos não só o necessário, mas também fazê-los participar, com equidade, dos frutos do progresso econômico.
(...)


30. A formação para o apostolado deve começar desde os princípios da educação infantil. Sejam, porém, iniciados no apostolado e imbuídos deste espírito particularmente os adolescentes e os jovens. Esta formação deve ser aperfeiçoada durante toda a vida, de acordo com as exigências dos encargos assumidos. E claro, portanto, que aqueles a quem compete educar cristãmente têm igualmente o dever de formar em ordem ao apostolado.

     Pertence aos pais ir dispondo os filhos, desde a infância, para conhecerem o amor de Deus por todos os homens, e ir-lhes inculcando pouco a pouco, sobretudo com o exemplo, a preocupação pelas necessidades materiais e espirituais do próximo. Que toda a família se torne, pois, na. sua vida íntima, como que um estágio do apostolado. 

     Além disso, as crianças devem ser educadas de tal modo que, transcendendo os limites da família, se abram tanto às comunidades eclesiais como às civis. Sejam de tal modo integradas na comunidade local da paróquia que nela possam tomar consciência da sua qualidade de membros vivos e ativos do Povo de Deus. Os sacerdotes, porém, na catequese e na pregação, na direção espiritual, bem como em outras atividades pastorais, tenham em conta a formação em ordem ao apostolado.
(...)
Texto completo em português do Decreto Apostolicam Actuositatem sobre o apostolado dos leigos

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Abortos ocultos

     Neste vídeo o Pe. Paulo Ricardo explica como as pílulas anticoncepcionais modernas associam ação abortiva à anticoncepção e como os laboratórios usam linguagem evasiva para omitir essa informação às mulheres que não admitiriam abortar.