quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Sobre família e apostolado, do Decreto Apostolicam Actuositatem

(...) 

11. (...) Os esposos cristãos são cooperadores da graça e testemunhas da fé um para com o outro, para com os filhos e demais familiares. Eles são os primeiros que anunciam aos filhos a fé e os educam. Formam-nos, pela palavra e pelo exemplo, para a vida cristã e apostólica. Ajudam-nos com prudência a escolher a sua vocação e fomentam com todo o cuidado a vocação de consagração porventura neles descoberta.
(...)

     Foi a própria família que recebeu de Deus a missão de ser a primeira célula vital da sociedade. Cumprirá essa missão se se mostrar, pela piedade mútua dos seus membros e pela oração feita a Deus em comum, como que o santuário doméstico da Igreja; se toda a família se inserir no culto litúrgico da Igreja e, finalmente, se a família exercer uma hospitalidade actuante e promover a justiça e outras boas obras em serviço de todos os irmãos quê sofrem necessidade. Podem enumerar-se, entre as várias obras de apostolado familiar, as seguintes: adotar por filhos crianças abandonadas, receber com benevolência estrangeiros, coadjuvar no regime das escolas, auxiliar os adolescentes com conselhos e meios materiais, ajudar os noivos a prepararem-se melhor para o matrimônio, colaborar na catequese, auxiliar os esposos e as famílias que se encontram em crise material ou moral, proporcionar aos velhos não só o necessário, mas também fazê-los participar, com equidade, dos frutos do progresso econômico.
(...)


30. A formação para o apostolado deve começar desde os princípios da educação infantil. Sejam, porém, iniciados no apostolado e imbuídos deste espírito particularmente os adolescentes e os jovens. Esta formação deve ser aperfeiçoada durante toda a vida, de acordo com as exigências dos encargos assumidos. E claro, portanto, que aqueles a quem compete educar cristãmente têm igualmente o dever de formar em ordem ao apostolado.

     Pertence aos pais ir dispondo os filhos, desde a infância, para conhecerem o amor de Deus por todos os homens, e ir-lhes inculcando pouco a pouco, sobretudo com o exemplo, a preocupação pelas necessidades materiais e espirituais do próximo. Que toda a família se torne, pois, na. sua vida íntima, como que um estágio do apostolado. 

     Além disso, as crianças devem ser educadas de tal modo que, transcendendo os limites da família, se abram tanto às comunidades eclesiais como às civis. Sejam de tal modo integradas na comunidade local da paróquia que nela possam tomar consciência da sua qualidade de membros vivos e ativos do Povo de Deus. Os sacerdotes, porém, na catequese e na pregação, na direção espiritual, bem como em outras atividades pastorais, tenham em conta a formação em ordem ao apostolado.
(...)
Texto completo em português do Decreto Apostolicam Actuositatem sobre o apostolado dos leigos

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Abortos ocultos

     Neste vídeo o Pe. Paulo Ricardo explica como as pílulas anticoncepcionais modernas associam ação abortiva à anticoncepção e como os laboratórios usam linguagem evasiva para omitir essa informação às mulheres que não admitiriam abortar.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Três textos sobre Liturgia

(Foto: Santa Missa: Festa da Assunção de Nossa Senhora, Catedral de Notre Dame, Paris, 2011-Ktotv)

      "A liturgia é divina -  (...) "O homem não pode 'fazer' por própria conta seu culto; ele agarra somente o vazio, se Deus não se mostrar. (...) [A liturgia] não pode originar da nossa fantasia, da nossa criatividade, senão permaneceria um grito no escuro, ou uma simples autoconfirmação (...). Dessa forma, o culto não é mais ascender até Ele, mas rebaixar Deus às nossas dimensões (...). Esse culto torna-se assim uma festa que a comunidade faz por conta própria; celebrando-a, a comunidade só confirma a si mesma. Da adoração de Deus passa-se a um círculo que vira em volta de si mesmo: comer, beber, divertir-se. A dança em volta do bezerro de ouro é a imagem desse culto que busca a si mesmo, que se torna uma espécie de auto-satisfação banal. A história do bezerro de ouro é uma advertência contra um culto realizado na própria medida e em busca de si mesmo, no qual, afinal, o objetivo não é mais Deus, mas a constituição, por iniciativa própria, de um pequeno mundo alternativo. Então a liturgia transforma-se, na verdade, numa brincadeira vazia"." (Joseph Ratzinger, citado por Dag Tassore. Bento XVI, Questões de Fé, Ética e Pensamento na Obra de Joseph Ratzinger, Ed. Claridade: São Paulo, 2005, p. 91-92).
***
     Depois disso, tive uma visão: vi uma porta aberta no céu, e a voz que falara comigo, como uma trombeta, dizia: Sobe aqui e mostrar-te-ei o que está para acontecer depois disso.
     Imediatamente, fui arrebatado em espírito; no céu havia um trono, e nesse trono estava sentado um Ser. E quem estava sentado assemelhava-se pelo aspecto a uma pedra de jaspe e de sardônica. Um halo, semelhante à esmeralda, nimbava o trono.
     Ao redor havia vinte e quatro tronos, e neles, sentados, vinte e quatro Anciãos vestidos de vestes brancas e com coroas de ouro na cabeça. Do trono saíam relâmpagos, vozes e trovões. Diante do trono ardiam sete tochas de fogo, que são os sete Espíritos de Deus.
     Havia ainda diante do trono um mar límpido como cristal. Diante do trono e ao redor, quatro Animais vivos cheios de olhos na frente e atrás. O primeiro animal vivo assemelhava-se a um leão; o segundo, a um touro; o terceiro tinha um rosto como o de um homem; e o quarto era semelhante a uma águia em pleno vôo. Estes Animais tinham cada um seis asas cobertas de olhos por dentro e por fora. Não cessavam de clamar dia e noite: Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Dominador, o que é, o que era e o que deve voltar.
     E cada vez que aqueles Animais rendiam glória, honra e ação de graças àquele que vive pelos séculos dos séculos, os vinte e quatro Anciãos inclinavam-se profundamente diante daquele que estava no trono e prostravam-se diante daquele que vive pelos séculos dos séculos, e depunham suas coroas diante do trono, dizendo: Tu és digno Senhor, nosso Deus, de receber a honra, a glória e a majestade, porque criaste todas as coisas, e por tua vontade é que existem e foram criadas. (Apocalipse, 4, 1-11)
***
     "Na liturgia terrestre, antegozando participamos (já) da liturgia celeste, que se celebra na cidade santa Jerusalém, para a qual, na qualidade de peregrinos, caminhamos. Lá, Cristo está sentado à direita de Deus, ministro do santuário e do tabernáculo verdadeiro; com toda a milícia do exército celestial cantamos um hino de glória ao Senhor e, venerando a memória dos santos, esperamos fazer parte da sociedade deles; suspiramos pelo Salvador, Nosso Senhor Jesus Cristo, até que Ele, nossa vida, se manifeste e nós apareçamos com Ele na glória." (Catecismo da Igreja Católica, 1090 - Sacrosanctum Concilium, 8)