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segunda-feira, 29 de agosto de 2016

ECCE MATER TVA


– Recebe como Mãe em tua casa, filho meu,
A Mãe de teu Senhor e de teu Deus!

Saúda-a como a saudou o Santo Arcanjo Gabriel:
– Salve, ó Virgem Maria, cheia da graça de Deus,
Pelo Espírito desposada, esposa pura e fiel,
Santa Mãe de Deus filho, Deus-conosco, Emanuel.

Acolhe-a como a acolheu a Santa prima Isabel...
Que cheia do Espírito, desde as entranhas estremeceu,
e, bendizendo-a e ao fruto do seu ventre, a saudou
Como mãe de seu Adonai, seu Kyrios, seu Senhor.

Recebe-a como a recebeu São João ao pé da Cruz
encomendada pela palavra do próprio Senhor Jesus.
Eis, ó cristão, a beleza e ventura de teu fado:
(não se entrega a santa mãe ao infiel desalmado)
Recebe-a como Mãe o discípulo muito amado.

***

Cantai louvores à Santíssima,
A mais bela criatura,
A mais perfeita, mais querida,
A eleita, a escolhida.

Ó espetáculo indizível,
De amor e de afeição,
E de beleza infinita:
Desde toda a eternidade
A Divina Majestade
Inclina-se para escutar
A primícia da criação,
A Virgem humilde e pura,
E esperar o seu Fiat
– Ó mistério! Ó inaudita loucura! –
Pra renovar o universo, e nos devolver à Vida!

A qual outra criatura? 
 – nem a um anjo do céu 
Deus outorgou tantas graças, tanta honra concedeu.
Nela Deus fez maravilhas,
Manifestou seu poder,
misericórdia, e amor:
Admirável associação da dileta ao Criador!
Nela Deus se incarnou, com ela deu-nos o Cristo,
Nosso Senhor Amado, Redentor e Salvador.

***
Demos glória a Deus Pai
E ao Espírito Santo de Amor,
E a Deus Verbo, Filho divino:
Ao Deus único, uno e trino.

Cantemos à Virgem pia,
Cantem os anjos no céu,
Pois o que honra Maria
Proclama o poder de Deus,
Glorifica ao Senhor.

E, pela divina graça,
Honrando a que foi honrada,
Com santa humildade,
Imita o Criador.

***

– A Vós me entrego e me confio,
Santíssima Virgem Maria.
Se a ti Deus Se confiou,
Dizei-me, ó Santa Mãe,
por que tão mísero pecador
em ti não confiaria?

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N.B.: 
Ó, católico envergonhado
do culto de hiperdulia
que prestamos à Mãe de Deus,
Santíssima Virgem Maria:
tirai a venda dos olhos
e a capa da heresia,
pois a nós foi encarregada
tão magnífica profecia
de proclamá-la bem-aventurada
desde então ao fim dos dias.



sábado, 28 de maio de 2011

Nossa família

Vídeo de campanha da organização de apostolado independente CatholicsComeHome.org, nos Estados Unidos.  O apostolado busca, por meio de videopropaganda em TV e na internet, sensibilizar católicos que vivem apaticamente ou se afastaram de sua fé a voltar à Igreja e a descobrir/redescobrir a riqueza da doutrina, dos Sacramentos, da Liturgia e da busca da santidade. CatholicsComeHome.org mantém um sítio irmão, em espanhol, para a comunidade hispânica nos Estados Unidos, CatólicosRegresen.org .

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Os bispos têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas

Em seu discurso aos prelados do Regional Nordeste V da Conferência Nacional de Bispos do Brasil (CNBB), o Papa Bento XVI precisou que quando “os direitos fundamentais da pessoa”, tal como o direito à vida ante o aborto, “ou a salvação das almas o exigirem”, os bispos “têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas". (...) o Papa Bento XVI explicou aos bispos que "ao defender a vida «não devemos temer a oposição e a impopularidade, recusando qualquer compromisso e ambiguidade que nos conformem com a mentalidade deste mundo»". Abaixo reproduzimos na íntegra o discurso do Papa aos bispos do Nordeste:

Amados Irmãos no Episcopado,


«Para vós, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo» (2 Cor 1, 2). Desejo antes de mais nada agradecer a Deus pelo vosso zelo e dedicação a Cristo e à sua Igreja que cresce no Regional Nordeste 5. Lendo os vossos relatórios, pude dar-me conta dos problemas de caráter religioso e pastoral, além de humano e social, com que deveis medir-vos diariamente. O quadro geral tem as suas sombras, mas tem também sinais de esperança, como Dom Xavier Gilles acaba de referir na saudação que me dirigiu, dando livre curso aos sentimentos de todos vós e do vosso povo.

Como sabeis, nos sucessivos encontros com os diversos Regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, tenho sublinhado diferentes âmbitos e respectivos agentes do multiforme serviço evangelizador e pastoral da Igreja na vossa grande Nação; hoje, gostaria de falar-vos de como a Igreja, na sua missão de fecundar e fermentar a sociedade humana com o Evangelho, ensina ao homem a sua dignidade de filho de Deus e a sua vocação à união com todos os homens, das quais decorrem as exigências da justiça e da paz social, conforme à sabedoria divina.

Entretanto, o dever imediato de trabalhar por uma ordem social justa é próprio dos fiéis leigos, que, como cidadãos livres e responsáveis, se empenham em contribuir para a reta configuração da vida social, no respeito da sua legítima autonomia e da ordem moral natural (cf. Deus caritas est, 29). O vosso dever como Bispos junto com o vosso clero é mediato, enquanto vos compete contribuir para a purificação da razão e o despertar das forças morais necessárias para a construção de uma sociedade justa e fraterna. Quando, porém, os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem, os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas (cf. GS, 76).

Ao formular esses juízos, os pastores devem levar em conta o valor absoluto daqueles preceitos morais negativos que declaram moralmente inaceitável a escolha de uma determinada ação intrinsecamente má e incompatível com a dignidade da pessoa; tal escolha não pode ser resgatada pela bondade de qualquer fim, intenção, conseqüência ou circunstância. Portanto, seria totalmente falsa e ilusória qualquer defesa dos direitos humanos políticos, econômicos e sociais que não compreendesse a enérgica defesa do direito à vida desde a concepção até à morte natural (cf. Christifideles laici, 38).

Além disso no quadro do empenho pelos mais fracos e os mais indefesos, quem é mais inerme que um nascituro ou um doente em estado vegetativo ou terminal? Quando os projetos políticos contemplam, aberta ou veladamente, a descriminalização do aborto ou da eutanásia, o ideal democrático -que só é verdadeiramente tal quando reconhece e tutela a dignidade de toda a pessoa humana - é atraiçoado nas suas bases (cf. Evangelium vitæ, 74). Portanto, caros Irmãos no episcopado, ao defender a vida «não devemos temer a oposição e a impopularidade, recusando qualquer compromisso e ambigüidade que nos conformem com a mentalidade deste mundo» (ibidem, 82).

Além disso, para melhor ajudar os leigos a viverem o seu empenho cristão e sócio-político de um modo unitário e coerente, é «necessária - como vos disse em Aparecida - uma catequese social e uma adequada formação na doutrina social da Igreja, sendo muito útil para isso o "Compêndio da Doutrina Social da Igreja"» (Discurso inaugural da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, 3). Isto significa também que em determinadas ocasiões, os pastores devem mesmo lembrar a todos os cidadãos o direito, que é também um dever, de usar livremente o próprio voto para a promoção do bem comum (cf. GS, 75).

Neste ponto, política e fé se tocam. A fé tem, sem dúvida, a sua natureza específica de encontro com o Deus vivo que abre novos horizontes muito para além do âmbito próprio da razão. «Com efeito, sem a correção oferecida pela religião até a razão pode tornar-se vítima de ambigüidades, como acontece quando ela é manipulada pela ideologia, ou então aplicada de uma maneira parcial, sem ter em consideração plenamente a dignidade da pessoa humana» (Viagem Apostólica ao Reino Unido, Encontro com as autoridades civis, 17-IX-2010).

Só respeitando, promovendo e ensinando incansavelmente a natureza transcendente da pessoa humana é que uma sociedade pode ser construída. Assim, Deus deve «encontrar lugar também na esfera pública, nomeadamente nas dimensões cultural, social, econômica e particularmente política» (Caritas in veritate, 56). Por isso, amados Irmãos, uno a minha voz à vossa num vivo apelo a favor da educação religiosa, e mais concretamente do ensino confessional e plural da religião, na escola pública do Estado.

Queria ainda recordar que a presença de símbolos religiosos na vida pública é ao mesmo tempo lembrança da transcendência do homem e garantia do seu respeito. Eles têm um valor particular, no caso do Brasil, em que a religião católica é parte integral da sua história. Como não pensar neste momento na imagem de Jesus Cristo com os braços estendidos sobre a baía da Guanabara que representa a hospitalidade e o amor com que o Brasil sempre soube abrir seus braços a homens e mulheres perseguidos e necessitados provenientes de todo o mundo? Foi nessa presença de Jesus na vida brasileira, que eles se integraram harmonicamente na sociedade, contribuindo ao enriquecimento da cultura, ao crescimento econômico e ao espírito de solidariedade e liberdade.

Amados Irmãos, confio à Mãe de Deus e nossa, invocada no Brasil sob o título de Nossa Senhora Aparecida, estes anseios da Igreja Católica na Terra de Santa Cruz e de todos os homens de boa vontade em defesa dos valores da vida humana e da sua transcendência, junto com as alegrias e esperanças, as tristezas e angústias dos homens e mulheres da província eclesiástica do Maranhão. A todos coloco sob a Sua materna proteção, e a vós e ao vosso povo concedo a minha Benção Apostólica. (Fonte: http://www.acidigital.com/noticia.php?id=20435)