Mostrando postagens com marcador Senhor. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Senhor. Mostrar todas as postagens

sábado, 3 de dezembro de 2016

Meu primeiro amor

Foste meu primeiro amor,
Meu amável Criador.
Foste meu primeiro amor,
Meu Divino Salvador.

Eu sequer 'inda existia
E em mim Tu já pensavas.
Meu coração nem palpitava
E Tu bem antes me querias...

...antes de mim já me amavas!

De Ti saber mesmo não sabia
Mas Tu bem me conhecias
Nem balbuciar eu podia.
Tu por meu nome me chamavas.

...antes de mim já me amavas!

Foste meu primeiro amor,
Meu adorável Redentor.
Foste meu primeiro amor,
Meu amado Deus e Senhor.






segunda-feira, 9 de junho de 2014

Orações que necessitam de coragem para serem rezadas - VI

Ato de amor perfeito

Sim, meu Deus, e meu soberano Senhor!

Unicamente em vista da vossa glória e do vosso amor,
desejo despir-me inteiramente de mim mesmo e da minha vontade própria,
e submetê-la sem reserva à vossa
para cumprir todos os desígnios da vossa Providência para comigo

Com esta intenção, meu Deus!
submeto-vos todos os desejos do meu coração reduzindo-os a um só:
o de vos obedecer e amar em tudo.

Atribuirei à vossa divina Providência todos os acidentes desta vida,
e todos os acontecimentos, quer bons, quer maus, que me sobrevierem,
desde que forem marcados com o selo da vossa vontade adorável.

Eu vos bendirei e renderei ações de graças
pela perda dos meus bens e de tudo o que me pertencer; 
por todos os ultrajes, injúrias e calúnias que sofrer;
pelos incômodos e dores do corpo;
pelas penas e amarguras do espírito e do coração.

Receberei tudo da vossa mão e pelo vosso divino amor,
persuadido de que um Pai infinitamente bom,
quando prova os seus filhos é para os salvar.

Disponde pois de mim como soberano Senhor de tudo, 
por meio da prosperidade ou da adversidade, 
pela saúde ou pela doença,
 pela vida ou pela morte,
no tempo e na eternidade.

Amém.

(Ato de amor perfeito pela aceitação geral de todas as cruzes, in  A alma no Calvário, de Pe. Braudand, SJ, edição fac-símile pela Cultor de Livros da edição portuguesa da Editora Viúva de José Frutuoso Fonseca. Porto, 1934, p.380-381)

***
Se eu recuar, buscai-me.
Se eu vacilar, sustentai-me.
Se eu sentir temor, dai-me coragem.
Se eu cair, levantai-me, Senhor!
Tomai-me pela mão e conduzi-me.
Não solteis minha mão, Senhor! Eu me perderia…
Guardai-me, Senhor. Sou Vosso e quero ser Vosso eternamente!







Orações que necessitam de coragem para serem rezadas - V

Senhor Deus, tira de mim
tudo aquilo que pode me afastar de Ti.
Senhor Deus, dá-me
tudo aquilo que me aproxima de Ti.
Toma a mim mesmo
e dá-me todo a Ti.

(Oração habitual de São Nicolau de Flüe, in  Os santos e os beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente, de Mário Sgarbossa. Paulinas, 2003, p. 289. Trad.)

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Reflexões esparsas

Se o Senhor por generosidade e misericórdia faz como novo este pincel roto e carcomido, e o usa para traçar algumas poucas linhas, para pincelar minúsculos pontos, que traçadas ou ponteados por Ele são sempre belos, ... Louvado seja o meu Senhor!

Que eu nunca esqueça, por soberba, orgulho e vaidade, que sou só um pequenino pincel e que o artista é o meu Senhor, que as obras são do meu Senhor; que sou só um pincel, que às vezes será usado, que às vezes será como "esquecido", que sou só um pequeno pincel mas sou do meu Senhor, que me ama!

Que eu nunca pretenda ser um pincel-artista, pintando coisas da minha própria cabeça de vento assentada imperceptível sobre meu corpo de madeira; que eu jamais cogite em emprestar-me a outro senhor; que eu seja sempre um pincel fiel ao meu Senhor, ainda quando ninguém, que me pudesse julgar, me veja.

 ***

Ah, Senhor Deus, artífice de toda a criação, Todo-Poderoso, que nunca descansas e não cessas de fazer novas todas as coisas! Quantas vezes não reclamamos da ação dos teus formões e cinzéis, que cortam, rasgam e moldam, enquanto trabalhas para nos fazer mais belos, mais formosos, perfeitos, a fim de participarmos da Tua glória?!

***

Nós nos esforçamos pela santidade. Quem nos santifica é Deus com abundância de graça e misericórdia.

Somos crianças juntando pequenas moedinhas quase sem valor. Queremos nossa bicicleta nova!  Juntamos os modestos ganhos obtidos com nossos pequenos serviços, angariamos todo troquinho que houver, deixamos de gastar com sorvete, chocolate, bala... Choramos o dinheirinho que perdemos por avoamento ou bobice, e as moedas dissipadas num brinquedo sem valor que fugazmente nos encanta para em seguida quebrar-se.

Todo o nosso esforço, mas, cofrinho cheio, não paga nem uma roda. Deus é pai e completa o preço da bicicleta pra gente pedalar no céu.

Ai, que não nos falte encher o cofrinho!

terça-feira, 28 de setembro de 2010

E voltei...

No curso desses 30 anos em que vivi longe de Casa, não me senti suficientemente atraído para habitar nessas várias casas que me abriam portas de par em par. Nelas, invariavelmente as pessoas são recebidas com abraços, apertos de mão, e logo cercadas de atenção. Entrei em várias delas; em uma até me recostei na rede da varanda.

Tanto apelo, tanto afeto, tanto calor humano e entusiamo não eliminavam um desconforto que só aos poucos e ao fim eu fui percebendo de onde provinha. Vinha de algo de mais e algo de menos. De mais: indiferença, desprezo e agressões à Maria. De menos: havia abraços, música, entusiasmo, pregações vibrantes, pão e vinho, ou suco de uva...

Como eu poderia me sentir bem em lugares em que a mulher honrada e glorificada por Deus era agredida e desprezada? Sou roto, esfarrapado, sujo, mas ainda assim o que eu quero é ser agradável a Deus. E quem sou eu, então, para negar honra a quem Deus quis honrar?

E como poderia eu trocar o Corpo e Sangue, Alma e Divindade do meu Senhor por suco de uva e um pedaço de pão?

Soube então que era meu dever voltar.