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terça-feira, 7 de julho de 2015

Ladainha ao Santíssimo Sacramento

Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.
Deus Pai do Céu, tende piedade de nós.
Deus Filho, Redentor do mundo, tende piedade de nós.
Deus Espírito Santo, tende piedade de nós.
Santíssima Trindade que sois um só Deus, tende piedade de nós.
Jesus, Deus e homem presente no Santíssimo Sacramento do Altar, tende piedade de nós.
Pão Vivo, que descestes do Céu, nós Vos adoramos.
Deus, escondido e Salvador, nós Vos adoramos.
Sacrifício perene do Novo Testamento, nós Vos adoramos.
Sacrifício de todos mais digno, nós Vos adoramos.
Verdadeiro Propiciatório por vivos e defuntos, nós Vos adoramos.
Cordeiro Imaculado de Deus, nós Vos adoramos.
Resumo das maravilhas de Deus, nós Vos adoramos.
Comemoração da sagrada paixão de Nosso Senhor e Salvador, nós Vos adoramos.
Hóstia Santa, nós Vos adoramos.
Cálice de benção, nós Vos adoramos.
Mistério da Fé, nós Vos adoramos.
Pão dos Anjos, nós Vos adoramos.
Vínculo de paz e caridade, nós Vos adoramos.
Celeste antídoto, que nos preserva dos pecados, nós Vos adoramos.
Fonte de todas as graças, nós Vos adoramos.
Consolo dos aflitos, nós Vos adoramos.
Remédio dos enfermos, nós Vos adoramos.
Viático dos que morrem no Senhor, nós Vos adoramos.
Penhor seguro da glória futura, nós Vos adoramos.
Sede-nos propício, perdoai-nos, Senhor.
Sede-nos propício, atendei-nos, Senhor.
Da recepção indigna do vosso Corpo e Sangue, livrai-nos, Senhor.
Da comunhão tíbia, livrai-nos, Senhor.
Da concupiscência da carne, livrai-nos, Senhor.
Da concupiscência dos olhos, livrai-nos, Senhor.
Da soberba da vida, livrai-nos, Senhor.
De toda ocasião de pecar, livrai-nos, Senhor.
Da morte eterna, livrai-nos, Senhor.
Por Vossa Santa Encarnação, livrai-nos, Senhor.
Por Vossa Sagrada Paixão e Morte, livrai-nos, Senhor.
Pelo ardente desejo com que desejastes comer a Páscoa com vossos Apóstolos, livrai-nos, Senhor.
Pela humildade, com que lavastes os pés dos Vossos Apósto­los, livrai-nos, Senhor.
Pelo ardentíssimo amor com que instituístes este Divino Sacramento, livrai-nos, Senhor.
Pelo Sangue Precioso, que no sacramento do Altar nos deixastes, livrai-nos, Senhor.
Pelas cinco sacratíssimas Chagas, que no Vosso Corpo recebestes por nosso amor, livrai-nos, Senhor.
Ainda que pecadores, ouvi-nos, Senhor.
Dignai-vos aumentar e conservar em nós a Fé, reverência e devoção a este admirável Sacramento, ouvi-nos, Senhor.
Dignai-vos nos dispor para um santo e freqüente uso da Sagrada Escritura, ouvi-nos, Senhor. 
Dignai-vos nos dispor para sincera confissão dos nossos peca­dos, ouvi-nos, Senhor. 
Dignai-vos nos fazer colher os celestiais e preciosos frutos deste Santíssimo Sacramento, ouvi-nos, Senhor.
Dignai-vos nos salvar de toda heresia, perfídia e cegueira espiritual, ouvi-nos, Senhor.
Que vos digneis confortar-nos e fortalecer-nos na hora da morte com este celestial viático, ouvi-nos, Senhor.
Filho Eterno, verdadeiro Deus, ouvi-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende compaixão de nós, Senhor.
D. Vós lhes destes um Pão vindo do Céu.
T. Pão, que encerra todas as delícias.

-Ó Deus, que neste admirável, Sacramento nos conservastes a memória de vossa Paixão, dai-nos a graça de reverenciar de tal modo o Mistério Sagrado de Vosso Corpo e Sangue, que experimentemos perenemente em nós os frutos da Redenção; Vós que viveis e reinais por todos os séculos.
-Amém!

sábado, 3 de março de 2012

Insights de um tardo de entendimento

Era 1998. Sábado, já anoitecendo. Eu ia de São Leopoldo a Pelotas. No dia anterior, uma kombi pick-up, ao trocar de pista na av. João Correa,  acertara a porta direita do meu Uno, fazendo com que a roda dianteira esquerda do meu carro desse algumas voltas atritando-se diretamente com o meio-fio.

Sem dar muita atenção ao sucedido, naquele sábado eu fazia o meu caminho rodando a cerca de 130 km/h. Fiz uma parada no Paradouro Grill para um café. Caía já a noite e começou uma chuva fina. Por conta disso, diminuí a velocidade.  O que não impediu, próximo ao Posto Coqueiro,  que meu carro desse um giro de quase 360 graus para a esquerda sobre a pista molhada e,  saindo de ré à direita, descesse o barranco até a metade, onde ficou retido por um projeto de árvore.

Dei de mão na maleta do meu notebook e subi o barranco rapidamente, produzindo aí minha única escoriação: um pequeno corte no dedo por uma folha afiada de capim de alguma das touceiras em que me agarrei para escalar a ladeira mais rápido.

Depois que o resto da minha bagagem foi resgatada com a ajuda do sargento do posto de polícia local, de tratar com a polícia rodoviária federal, com a assistência da seguradora e avisar em casa, só me restava pernoitar no modesto e antigo hotel que havia junto ao posto - atualmente, há um hotel novo no local: o velho foi demolido.

Não obstante a vida moralmente confusa que eu levava, abri meu notebook para rezar uma oração que eu mantinha estampada na área de trabalho.

Entre agradecimentos a Deus e porquês - por que comigo? por que agora? - a sensação de que Deus queria algo de mim. Era o segundo acidente automobilístico sério, fora outros evitados no limite, e eu estava vivo, com apenas um pequeno e simples corte num dedo. No primeiro, falecera meu pai a caminho dos sacramentos da confissão e da eucaristia, e eu, ainda criança, só tive um pequeno arranhão na testa e um botão do paletó arrancado.

Que queres de mim, meu Deus? Que queres de mim, meu Deus?  Durante esses anos todos,  na atrapalhação das minhas escolhas ou na paz de espírito, essa indagação assomou muitas vezes ao meu pensamento. Hoje, ao entrar em casa após retornar da Confissão, lembrei-me  gratuitamente do episódio do acidente e da pergunta tantas vezes recorrente: Que queres de mim, meu Deus? Só então pareceu-me ouvi-lo: Te quero, meu filho!

Enviado do tablet